Pronto, já está. O Conselho Nacional este Sábado reunido em Torres Novas, decidiu-se pela realização de directas a 21 de Abril.
A proposta apresentada por Paulo Portas que defende a realização imediata de directas para a escolha do próximo líder do CDS, venceu com 74% dos votos dos conselheiros nacionais. Enquanto que a proposta da actual direcção, que propunha a realização de um congresso primeiro e directas depois, obteve apenas 26%.
Fazendo uma análise política, Portas não saiu vencedor, e explico porquê.
Não só teve de se sujeitar à data para que foram marcadas, não a 14 de Abril como este defendia, mas a 21 de Abril, bem mais em cima das eleições regionais intercalares da Madeira.
Por outro lado perdeu, no que considero ser verdadeiramente a sua maior derrota de estratégia política, nas directas. Ao contrário do que afirmou e sempre deu a entender à opinião pública, Portas sabia bem que o Congresso lhe seria mais favorável, muito embora as inerências sejam maioritariamente afectas a Ribeiro e Castro. Terá pois agora de provar que vence expressivamente nas directas. E tal não irá acontecer.
Dito isto, julgo que o maior derrotado desta noite foi o Dr. Paulo Portas e a sua legião.